Prometi a mim mesma que silenciaria meus palpites sobre a eterna "Rainha dos Baixinhos", a poderosa Xuxa Meneghel. No entanto, diante de sua grandiosidade, fui obrigada a mudar de opinião. É impossível ficar indiferente à mulher que moldou a infância de tantas gerações, inclusive a minha. Eu era genuinamente apaixonada por ela e por outras grandes atrizes que brilhavam nas telas daquela época. Quando criança, meu maior sonho era assistir a um de seus shows, um desejo que, infelizmente, minha mãe não permitiu que se realizasse.
Essa proibição, contudo, carregava um pretexto de superproteção baseado em um bastidor real da minha infância. Eu convivia no prédio que morávamos com a doce e inteligentíssima @DudaLittle, uma das baixinhas mais icônicas a trabalhar com a Xuxa. Quando eu podia, eu adorava brincar com aquela menina fofa durante a nossa infância. Minha mãe, testemunhando de perto como o estrelato mudava drasticamente a rotina de uma infância comum, tomou uma decisão firme para me blindar daquele universo. O veto ao show foi, na verdade, uma tentativa de frear a minha imensa admiração e me afastar da forte influência do meio artístico. Ainda assim, o meu amor puro de fã permaneceu intacto.
Voltando à nossa Rainha: na minha opinião, o título de Xuxa não pertence ao passado. Ela não foi, ela ainda é a soberana dos baixinhos de ontem, que hoje se tornaram as mamães, papais e vovós de agora. Recentemente, ao pisar novamente no palco, a apresentadora subiu sob forte emoção e visivelmente trêmula, temendo o veredito do tempo e achando que ninguém apareceria. O resultado? Uma multidão arrebatadora lotou o espaço (100 mil nos dois dias)
Reviver essas apresentações e relembrar as canções que embalaram nossa infância me traz uma felicidade tão genuína que me arrepio da cabeça aos pés. Quem seria capaz de esquecer essas músicas? Eu certamente não esqueci. Ao assistir aos trechos desse show histórico, as lágrimas de alegria foram inevitáveis. Que espetáculo ver uma mulher de 63 anos, deslumbrante esbanjar uma vitalidade, beleza e carisma que deixam muitas jovens de 16 anos no chinelo.
Diante de um retorno tão triunfal, críticas superficiais sobre seus figurinos tornam-se completamente irrelevantes. Xuxa é infinitamente maior do que qualquer comentário maldoso; o corpo é dela, a história é dela, e sua performance foi impecável. Enquanto vozes obscuras tentam, sem sucesso, ofuscar o seu sucesso, ela responde apenas com luz.
Xuxa brilhou intensamente, resgatando a pureza de milhares de "altinhas" e "altinhos" nostálgicos. Da entrada triunfal à despedida emocionante, ficou claro que seu nome já está eternizado na história da cultura pop nacional.
Parabéns, Xuxa. Você trabalhou duro e merece cada gota desse amor que o tempo não apaga. Continue brilhando, nossa eterna estrela, pois o seu reino é eterno. Um grande beijo para a minha Rainha!
Para Cantar Junto: As Músicas Mais Memoráveis
Para ajudar a ativar ainda mais a sua memória e celebrar esse show, aqui estão os maiores hinos da carreira da Xuxa que certamente fizeram a multidão chorar e pular:
Ilariê: O maior fenômeno internacional da Rainha, que faz qualquer altinho levantar os braços instantaneamente.
Lua de Cristal: O hino supremo da superação e dos sonhos ("Tudo o que eu quiser, o cara lá de cima vai me dar").
Tindolelê: O combustível perfeito para explodir a energia de qualquer show.
Doce Mel (Bom Estar Com Você): A trilha sonora clássica que embalava a subida e descida da icônica nave espacial.
Arco-Íris: Uma poesia em forma de música infantil sobre as cores e a esperança.
Brincar de Índio: Um dos ritmos mais contagiantes e coreografados dos anos 80 e 90.
Abra o Coração: Aquela canção emocionante que toca direto na alma dos fãs mais dedicados.
Estátua: O clássico da era Xuxa Só Para Baixinhos que faz até os adultos pararem congelados na hora do refrão.





